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Oportunidade no Maranhão: Polícia Federal vai leiloar veículos e sucatas em outubro

Certame oficial acontece de forma digital. Interessados podem vistoriar os lotes presencialmente em São Luís e Imperatriz dias antes do pregão.

Quem está em busca de oportunidades para adquirir automóveis ou materiais automotivos já pode se programar. A Polícia Federal agendou para o dia oito de outubro, a partir das quatorze horas, um novo leilão público voltado à comercialização de veículos e sucatas recolhidos no estado, com toda a disputa de lances ocorrendo de maneira inteiramente virtual.

De acordo com as diretrizes do certame, o público geral, abrangendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas, poderá concorrer aos lotes de veículos que possuem documentação regular. Em contrapartida, a aquisição de lotes classificados como sucatas obedece a critérios mais rígidos, sendo destinada unicamente a empresas devidamente credenciadas e habilitadas para esse segmento de atuação.

Para garantir a participação no leilão digital, os interessados devem realizar um cadastro prévio na plataforma oficial do leiloeiro, acessível pelo endereço eletrônico danielgarcialeiloes.com.br, observando o prazo limite de no mínimo quarenta e oito horas de antecedência em relação ao início do pregão.

Para aqueles que preferem avaliar minuciosamente o estado de conservação dos bens antes de ofertar um lance, a instituição abrirá os pátios para a visitação pública nos dias cinco e seis de outubro, funcionando em dois turnos, das nove às doze horas e das catorze às dezessete horas. A conferência física poderá ser feita em dois endereços estratégicos no estado, sendo na Superintendência da Polícia Federal, situada na Avenida Daniel de La Touche, número quatro mil, no bairro Cohama, em São Luís, e na Delegacia da Polícia Federal, localizada na Avenida Imperatriz, sem número, quadra dez, lote dez-A, no Bairro Parque, na cidade de Imperatriz.

O edital completo, contendo todas as exigências legais, taxas administrativas e a relação pormenorizada de todos os lotes disponíveis, encontra-se publicado na íntegra no portal oficial do leilão. Em caso de dúvidas no decorrer do processo de cadastro ou de análise dos lotes, a organização disponibiliza suporte por meio da central telefônica e WhatsApp no número zero oitocentos duzentos e setear mil setecentos e quarenta e um, além do correio eletrônico leiloes@dgleiloes.com.br.

Por Livia Maria | W7podcst

 

FIM DAS BETS: Brasil fecha o cerco contra as apostas e determina encerramento das plataformas

Medida Provisória assinada pelo governo proíbe exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa; sites deverão sair do ar em outubro

O mercado das chamadas bets entrou em contagem regressiva para deixar de operar no Brasil.

O governo federal publicou nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, a Medida Provisória nº 1.394, que proíbe a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade das loterias de apostas de quota fixa em território nacional. A medida alcança tanto as apostas esportivas quanto os chamados jogos on-line, inclusive quando oferecidos por empresas sediadas no exterior para pessoas localizadas no Brasil. (Planalto)

Na prática, o texto determina o encerramento do mercado regulado de bets no país e também extingue as autorizações concedidas para esse tipo de operação.

A decisão representa uma mudança radical em relação ao modelo que havia sido regulamentado nos últimos anos.

FIM DA OPERAÇÃO

A MP estabelece que as autorizações, concessões e permissões existentes para exploração das apostas de quota fixa serão extintas 30 dias após a publicação da medida.

Além disso, novas autorizações para operar bets ficam proibidas imediatamente. O texto também determina que as autorizações estaduais e distritais sejam encerradas dentro do mesmo processo. (Planalto)

Outro ponto de grande impacto é a publicidade.

A medida proíbe ações de comunicação, propaganda, marketing e patrocínio relacionados às apostas de quota fixa em meios físicos e digitais. Isso atinge diretamente um mercado que nos últimos anos passou a ocupar espaço em transmissões esportivas, redes sociais, publicidade e patrocínios de clubes e eventos. (Planalto)

O APOSTADOR NÃO PERDE AUTOMATICAMENTE O DINHEIRO QUE ESTÁ NA CONTA

Um dos pontos que mais interessam aos usuários é o destino do dinheiro mantido nas plataformas.

A MP determina que os valores devidos aos apostadores sejam restituídos integralmente. As empresas deverão disponibilizar os recursos necessários para o pagamento e informar às instituições financeiras os valores vinculados a cada CPF. (Planalto)

O cronograma divulgado pelo governo prevê:

25 de setembro: ficam proibidos novos aportes nas plataformas.

5 de outubro, às 23h59: termina o prazo para o apostador retirar voluntariamente o dinheiro disponível.

6 de outubro: os sites e aplicativos deverão deixar de funcionar.

7 e 8 de outubro: as empresas deverão informar às instituições financeiras os saldos individualizados dos apostadores.

9 a 14 de outubro: os bancos deverão realizar a devolução dos valores.

Caso a restituição não seja possível pelo procedimento normal, os recursos deverão ser transferidos para uma conta específica na Caixa Econômica Federal para posterior restituição aos titulares. (Agência Brasil)

E AS APOSTAS QUE JÁ ESTÃO ABERTAS?

A própria MP estabelece regras para apostas ainda não encerradas.

Se uma aposta de quota fixa permanecer em aberto e o resultado não tiver sido apurado dentro do prazo estabelecido para o encerramento das plataformas, ela será considerada sem efeito e o valor apostado deverá ser restituído integralmente ao apostador, sem descontos.

Já os prêmios referentes a apostas cujo resultado tenha sido apurado antes do encerramento deverão ser pagos. (Planalto)

GOVERNO APONTA PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

A justificativa apresentada pelo governo não se limita ao aspecto econômico.

O Ministério da Saúde afirma que o crescimento das apostas on-line passou a representar uma demanda crescente para a saúde pública, relacionando o transtorno do jogo a problemas como ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares e prejuízos nas relações pessoais e profissionais. (Serviços e Informações do Brasil)

Segundo dados apresentados pelo governo e divulgados pela Agência Brasil, atendimentos do SUS relacionados ao jogo patológico cresceram cerca de 140% entre 2018 e 2025. (Senado Federal)

A medida ocorre depois de anos de expansão das apostas digitais no país.

UM MERCADO QUE HAVIA SIDO REGULAMENTADO

O fim das bets acontece apenas alguns anos depois de o Brasil criar regras específicas para o setor.

A Lei nº 13.756/2018 abriu caminho para as apostas de quota fixa, enquanto a Lei nº 14.790/2023 estabeleceu o marco regulatório que permitiu a regulamentação do mercado.

Em 2025, as primeiras autorizações passaram a permitir a operação regularizada de empresas no país. O próprio Ministério da Fazenda mantinha uma relação oficial das empresas autorizadas a operar. (Serviços e Informações do Brasil)

Agora, esse modelo está sendo encerrado pela nova Medida Provisória.

Segundo o Ministério da Saúde, haviam sido concedidas 85 outorgas, no valor de R$ 30 milhões cada, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão. A MP estabelece que o encerramento por motivo de interesse público não gera direito à devolução desses valores nem indenização por investimentos ou expectativa de continuidade da atividade. (Serviços e Informações do Brasil)

O CERCO TAMBÉM CHEGA ÀS BETS ILEGAIS

O governo não pretende limitar a medida às empresas que estavam regularmente autorizadas.

A estratégia anunciada prevê o bloqueio de sites ilegais, remoção de aplicativos e restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores irregulares.

A fiscalização deverá envolver o Ministério da Fazenda, Ministério da Justiça, Polícia Federal, Banco Central e outros órgãos.

O Banco Central já havia estabelecido, em junho de 2026, regras para bloqueio de contas e impedimento de transações financeiras relacionadas a operadores não autorizados. (Banco Central)

A Polícia Federal também realizou operações contra plataformas ilegais. Em julho, a Operação Slots investigou um esquema que, segundo a PF, utilizava plataformas clandestinas de apostas, empresas de fachada e influenciadores para movimentar recursos que seriam provenientes de atividades criminosas. (Serviços e Informações do Brasil)

E QUEM DIVULGAR BETS?

Além da MP, o governo anunciou o envio de um projeto de lei ao Congresso Nacional para criar crimes específicos relacionados à exploração ilegal das apostas on-line.

A proposta prevê penas de prisão para diferentes condutas, incluindo exploração irregular, facilitação financeira, fornecimento de aplicações destinadas às apostas e determinadas formas de divulgação ou captação de apostadores.

É importante destacar: essas novas tipificações criminais dependem da tramitação e aprovação do projeto pelo Congresso Nacional. Elas não devem ser confundidas com as proibições que já estão previstas na Medida Provisória. (Senado Federal)

O QUE ACONTECE AGORA?

A MP já possui força de lei desde sua publicação, mas seu processo legislativo ainda precisa seguir no Congresso Nacional.

O texto determina, entretanto, que o encerramento das operações e as medidas previstas para o período de transição já tenham início.

Para quem possui dinheiro em uma bet, a orientação prática é simples: não faça novos depósitos e acompanhe o procedimento oficial de retirada ou restituição do saldo.

O fim das bets marca uma das mudanças mais profundas no mercado brasileiro de apostas desde a criação da regulamentação do setor.

Depois de anos de expansão, publicidade intensa e presença crescente no futebol e nas redes sociais, as plataformas receberam uma data para desaparecer do mercado brasileiro: 6 de outubro de 2026.

O Brasil agora entra em uma nova fase: a de desmontar um mercado que, até poucos meses atrás, era oficialmente regulamentado e que agora passa a ser proibido em todo o território nacional. (Planalto)

Presidente Juscelino é tomada por grande mobilização política liderada por Dr. Pedro Paulo.

Eleições 2026

Arrastão reuniu moradores, apoiadores e lideranças que mantêm parceria com a gestão municipal em uma demonstração de força política no município

Presidente Juscelino foi palco de uma grande mobilização política nesta semana. As ruas da cidade foram ocupadas por moradores, apoiadores e lideranças que integram a base política do prefeito Dr. Pedro Paulo e vêm mantendo uma relação de parceria com a administração municipal.

O arrastão teve início no bairro Mirinzal, onde os participantes se concentraram a partir das 15h. Em seguida, a caminhada percorreu diferentes ruas do município até a residência do prefeito, reunindo uma multidão ao longo do trajeto.

Lideranças que fortalecem a gestão municipal

A mobilização contou com a presença de nomes que, segundo o grupo político, têm apoiado a gestão municipal e contribuído para a articulação de ações em benefício de Presidente Juscelino.

Entre as lideranças que estiveram juntas no evento estavam Aldir, Detinha e Weverton, que participaram da caminhada ao lado do prefeito Dr. Pedro Paulo. A presença dos três reforçou a unidade do grupo e a importância da parceria entre as lideranças locais e representantes com atuação estadual e federal.

Também foram apresentados nomes que integram a composição política apoiada pela administração municipal, entre eles Orleans Brandão, para o Governo do Maranhão, e Edivaldo Holanda Júnior, citado como vice na aliança divulgada pelo grupo.

Na disputa para o Legislativo, além de Aldir, Detinha e Weverton, também foi mencionado o nome de Hilton Gonçalo.

Alianças com impacto para o município

A presença dessas lideranças em Presidente Juscelino foi destacada como um sinal da força da articulação política construída pelo prefeito Dr. Pedro Paulo ao longo da gestão.

Para o grupo, a aproximação com deputados, senadores e lideranças estaduais é importante para ampliar o diálogo institucional e buscar investimentos, obras, programas e ações para o município. A atuação conjunta também é apontada como estratégica para fortalecer Presidente Juscelino nas decisões políticas do Maranhão.

A parceria entre a gestão municipal e essas lideranças tem sido apresentada como um caminho para garantir maior representatividade ao município e ampliar a capacidade de articulação junto aos governos estadual e federal.

Demonstração de força nas ruas

Com bandeiras, manifestações de apoio e a participação de moradores de diferentes regiões da cidade, o arrastão alterou a rotina do município e chamou atenção pelo volume de pessoas que acompanharam o percurso.

O prefeito Dr. Pedro Paulo participou de toda a mobilização ao lado dos aliados, reforçando a proximidade com as lideranças que apoiam sua administração. A presença conjunta de Aldir, Detinha e Weverton também foi um dos principais destaques do ato.

Para os organizadores, a participação popular demonstra a força do grupo político e o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pela gestão municipal. A avaliação é atribuída aos integrantes da mobilização.

O evento marcou mais um momento importante da articulação política em Presidente Juscelino e evidenciou a união entre o prefeito, as lideranças que apoiam sua gestão e os nomes que pretendem ampliar sua atuação no município e na região do Vale do Munim.

 

Helicóptero com cantor Rick desaparece em Santa Catarina; buscas entram no segundo dia.

As buscas continuam

 

Aeronave decolou de Porto Belo com destino a São Joaquim. FAB, Bombeiros e outras forças atuam na operação de localização

As buscas pelo helicóptero que desapareceu na Serra Catarinense entraram no segundo dia nesta terça-feira (22). A aeronave, de matrícula PP-MGR, desapareceu durante um voo que havia partido de Porto Belo, no litoral de Santa Catarina, com destino à região de São Joaquim.

Entre os ocupantes está o cantor Rick Sollo, da dupla Rick & Renner. Também estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, um videomaker e o piloto, segundo informações divulgadas pelas equipes envolvidas na ocorrência.

Até a atualização mais recente, a aeronave e os ocupantes ainda não haviam sido localizados.

Último contato ocorreu por volta das 16h

O desaparecimento foi registrado na tarde de segunda-feira (21). Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), o último contato conhecido com a aeronave ocorreu por volta das 16h.

O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina foi acionado após receber informações sobre uma possível queda de aeronave na região de Urubici.

Uma das áreas inicialmente procuradas foi a localidade de Vacas Gordas, em Urubici. As equipes foram até o ponto indicado, mas não encontraram vestígios do helicóptero.

Área de buscas foi ampliada

Depois de não localizar a aeronave no primeiro ponto, as equipes passaram a trabalhar também com informações relacionadas ao último sinal de celular de um dos ocupantes.

Os dois pontos considerados na operação ficam aproximadamente 30 quilômetros de distância. A área de busca foi ampliada para incluir regiões de difícil acesso na Serra Catarinense.

As equipes trabalham em áreas rurais e de mata, utilizando diferentes recursos para tentar localizar a aeronave.

FAB participa da operação

A Força Aérea Brasileira mobilizou aeronaves especializadas em missões de busca e salvamento.

Participam da operação um helicóptero H-60 Black Hawk e uma aeronave SC-105 Amazonas.

Segundo a FAB, o objetivo é localizar a aeronave e seus ocupantes no menor tempo possível, ajustando continuamente o planejamento conforme novas informações são obtidas.

Mais de 20 bombeiros atuam nas buscas

O Corpo de Bombeiros reforçou a operação durante a madrugada e novamente na manhã desta terça-feira.

Mais de 20 bombeiros, sete viaturas, cães de busca e drones foram empregados na operação. Também foram mobilizadas equipes de diferentes regiões de Santa Catarina, incluindo Lages, Curitibanos, Urubici e São Joaquim.

Drones com câmeras térmicas também estão sendo utilizados para auxiliar na identificação de possíveis sinais em áreas de mata.

Chuva e baixa visibilidade dificultam trabalho

As condições meteorológicas são um dos principais obstáculos encontrados pelas equipes.

A Serra Catarinense registrou chuva forte e baixa visibilidade, além de ocorrências que dificultaram o deslocamento por terra. Em alguns pontos, houve árvores caídas e dificuldades de acesso às áreas de busca.

Mesmo diante das condições adversas, as equipes permaneceram mobilizadas durante a madrugada e retomaram os trabalhos com reforço nesta terça-feira.

Aeronave estava registrada na Anac

O helicóptero é um Bell 430, fabricado em 2001, e opera no Brasil com a matrícula PP-MGR.

Dados consultados no sistema da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) indicam que a aeronave estava em situação cadastral normal e possuía certificação válida. O modelo é bimotor e tem capacidade para sete passageiros e um piloto.

A empresa JTA Empreendimentos e Urbanismo, proprietária da aeronave, informou que o helicóptero havia sido emprestado para uso de Bruno Avelar e Rick.

A empresa também pediu cautela na divulgação de informações e ressaltou que, naquele momento, não havia confirmação de acidente.

Ainda não há confirmação de queda

Apesar de as equipes terem recebido inicialmente informações sobre uma possível queda, as autoridades não confirmaram que o helicóptero tenha caído.

Até o momento, o que está oficialmente confirmado é o desaparecimento da aeronave durante o trajeto e a realização de uma operação de busca para localizar o helicóptero e seus ocupantes.

Por isso, informações divulgadas nas redes sociais sobre suposta localização da aeronave ou sobre o estado dos ocupantes devem ser tratadas com cautela até que sejam confirmadas pelos órgãos responsáveis.

Buscas continuam nesta terça-feira

A operação permanece concentrada na Serra Catarinense e conta com a participação do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, Força Aérea Brasileira, Polícia Militar, Defesa Civil e equipes de apoio.

As autoridades seguem analisando informações de localização e ampliando a varredura das áreas consideradas prioritárias.

Até a publicação desta reportagem, o helicóptero e os ocupantes continuavam desaparecidos. As buscas seguem em andamento e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades conforme forem oficialmente confirmadas.

 

O voto não termina na urna: às vésperas das eleições, eleitor precisa olhar além do candidato.

ELEIÇÕES 2026

Escolha feita em poucos segundos pode influenciar decisões públicas durante anos; informação, fiscalização e cobrança também fazem parte do exercício do voto

Com a aproximação das Eleições Gerais de 2026, o debate político ganha força, os candidatos ocupam as ruas e as redes sociais passam a ser tomadas por propostas, discursos, promessas e disputas políticas. No Maranhão, assim como em todo o país, o eleitor começa a se deparar cada vez mais com pedidos de voto e diferentes versões sobre quem pretende ocupar os cargos em disputa.

O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro de 2026. Neste ano, os brasileiros escolherão presidente da República, governador, dois senadores, deputado federal e deputado estadual. Um eventual segundo turno para presidente e governador ocorrerá em 25 de outubro.

Mas existe uma questão que deveria estar presente muito antes do eleitor chegar à cabine de votação:

Em quem você está colocando a sua confiança e por quê?

Voto não pode ser tratado como favor

Durante o período eleitoral, é comum que o eleitor seja procurado por candidatos, apoiadores e grupos políticos. Também é comum que surjam promessas para diferentes setores da sociedade.

O problema começa quando a escolha deixa de ser baseada em informação e passa a depender apenas de amizade, parentesco, paixão política, influência nas redes sociais, benefícios pessoais ou promessas feitas sem que o eleitor conheça a trajetória de quem está pedindo seu voto.

Votar é um direito. Mas também envolve responsabilidade.

O eleitor não está simplesmente escolhendo um nome para ocupar uma cadeira. Está escolhendo quem terá participação em decisões que podem afetar políticas públicas, orçamento, serviços essenciais e a vida da população durante todo o mandato.

Por isso, antes de escolher, é necessário olhar para além do discurso.

Pesquisar também é votar

O próprio Tribunal Superior Eleitoral mantém ferramentas para que o eleitor possa consultar informações sobre candidatos e campanhas.

Nas Eleições 2026, o sistema DivulgaCandContas disponibiliza informações como declaração de bens, certidões, arrecadação e despesas de campanha. Os dados da prestação de contas parcial estão disponíveis para consulta desde 15 de setembro.

Isso significa que o eleitor não precisa depender exclusivamente do que recebe em grupos de WhatsApp, vídeos de TikTok, Instagram ou discursos de campanha.

É possível pesquisar.

É possível comparar propostas.

É possível conhecer o histórico político.

É possível verificar informações oficiais.

E é possível questionar aquilo que parece bom demais para ser verdade.

Não escolha apenas pelo que aparece na tela

A eleição de 2026 também ocorre em um ambiente de intensa circulação de conteúdo digital. Por isso, a atenção precisa ser redobrada.

O TSE estabeleceu regras específicas para o uso de inteligência artificial e para conteúdos sintéticos durante o período eleitoral. A Justiça Eleitoral também vem orientando o eleitorado sobre desinformação e irregularidades na propaganda.

Uma publicação com milhares de visualizações não significa, por si só, que a informação seja verdadeira.

Uma promessa repetida muitas vezes continua precisando ser analisada.

Uma acusação contra um adversário também não deve ser automaticamente tratada como fato sem verificar sua origem.

Em uma eleição, informação é poder. E informação sem verificação pode transformar-se em desinformação.

O voto dura mais do que um domingo

Talvez essa seja uma das principais questões que o eleitor deveria levar para as urnas:

O voto dura alguns segundos. O mandato, anos.

Depois que o resultado é anunciado, a responsabilidade do cidadão não desaparece.

O eleitor continua tendo o direito de acompanhar o trabalho de quem foi eleito, cobrar compromissos, questionar decisões e buscar informações sobre a utilização dos recursos públicos.

A própria estrutura eleitoral prevê mecanismos de transparência e fiscalização. Candidatos e partidos devem prestar contas à Justiça Eleitoral sobre a movimentação financeira das campanhas.

Ou seja: participação política não deveria começar apenas quando a campanha começa nem terminar quando a urna é desligada.

Antes de votar, faça perguntas

Antes de apertar o botão verde, algumas perguntas são simples, mas importantes:

Quem é o candidato?

Qual é sua trajetória?

O que ele realmente propõe?

As propostas são compatíveis com as atribuições do cargo que pretende ocupar?

Qual é seu histórico na vida pública, quando houver?

Como sua campanha está sendo financiada?

De onde vêm as informações que você está recebendo sobre ele e sobre seus adversários?

Você está escolhendo por convicção ou apenas seguindo o grupo ao seu redor?

Não existe uma resposta única para essas perguntas. A decisão pertence ao eleitor.

O papel da informação é justamente permitir que essa decisão seja tomada com mais conhecimento.

Depois da eleição, vem a cobrança

Um dos erros mais comuns no debate político é tratar a eleição como o ponto final da participação popular.

Não é.

O eleitor que escolhe também pode acompanhar.

Pode cobrar.

Pode fiscalizar.

Pode questionar.

Pode reconhecer quando uma promessa foi cumprida e apontar quando uma obrigação pública não está sendo atendida.

Democracia não se resume ao momento em que o cidadão digita os números na urna. O processo também envolve transparência, fiscalização, participação e acesso à informação.

O voto é individual. A consequência é coletiva

Cada eleitor entra na cabine sozinho. A escolha é individual e secreta.

Mas as consequências das decisões tomadas pelos eleitos atingem toda a sociedade.

É por isso que, às vésperas das eleições, mais importante do que perguntar “em quem todo mundo está votando?” é perguntar:

“Eu conheço o suficiente sobre os candidatos para fazer minha própria escolha?”

Não se trata de votar em quem alguém mandou.

Não se trata de seguir uma multidão.

Não se trata de trocar o voto por uma promessa.

E também não se trata de acreditar cegamente em tudo que aparece na internet.

Trata-se de pesquisar, comparar, refletir e decidir.

A escolha é sua. A responsabilidade também

As eleições chegam em um único dia, mas os efeitos das escolhas podem permanecer durante todo o mandato.

Por isso, antes de votar, olhe para além do santinho, do vídeo bonito, do discurso inflamado e da promessa de campanha.

Conheça quem está pedindo seu voto.

Leia.

Pesquise.

Questione.

Confira as informações.

E, principalmente, não terceirize a sua escolha.

Porque o voto é seu.

A decisão é sua.

E depois que as urnas forem abertas, a população continuará vivendo com as consequências das decisões tomadas nas urnas.

Votar não é apenas escolher. É também acompanhar, fiscalizar e cobrar.

Nas Eleições 2026, o eleitor terá novamente a oportunidade de participar diretamente da escolha dos representantes. Que essa escolha seja feita com informação suficiente para que, independentemente de quem cada cidadão decida apoiar, o voto seja verdadeiramente consciente.

Concurso de São José de Ribamar entra na mira do Ministério Público após questionamentos sobre resultado preliminar

CONCURSO

Resultado da prova objetiva levanta questionamentos sobre classificação de candidatos; representação foi encaminhada ao Ministério Público para apuração

O concurso público da Prefeitura de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís, passou a ser alvo de questionamentos após a divulgação do resultado preliminar das provas objetivas para a área da Educação.

O certame recebeu 38.576 inscrições e oferece 1.450 vagas para professores, distribuídas em diferentes cargos. A controvérsia ganhou força após candidatos e representantes questionarem a concentração de candidatos de Itapecuru-Mirim entre os primeiros colocados em uma das modalidades do concurso. (Wellington do Curso)

Questionamentos sobre notas máximas

Segundo as informações apresentadas em representação encaminhada ao Ministério Público, os cinco primeiros classificados para Professor do Ensino Fundamental – Anos Iniciais seriam de Itapecuru-Mirim, sendo que quatro deles teriam alcançado pontuação máxima, de acordo com o documento e os relatos que motivaram o pedido de investigação. (Wellington do Curso)

Entre os nomes que passaram a ser mencionados está Maurício dos Santos Nascimento, identificado nas publicações como ex-vice-prefeito de Itapecuru-Mirim, que aparece entre os primeiros colocados com 100 pontos. (O Observador Maranhense)

A presença de candidatos de outro município e o desempenho obtido, por si só, não comprovam qualquer irregularidade. Pessoas de qualquer localidade podem participar de concursos públicos, e uma pontuação elevada também pode ocorrer legitimamente. O questionamento está relacionado à necessidade de verificar se houve algum fato que possa ter comprometido a igualdade de condições entre os concorrentes.

Representação ao Ministério Público

Diante das dúvidas levantadas, o deputado estadual Wellington do Curso informou ter protocolado, em 16 de setembro, uma representação no Ministério Público de São José de Ribamar solicitando investigação sobre o concurso. O parlamentar também defendeu que sejam analisadas as circunstâncias relacionadas ao resultado preliminar. (Wellington do Curso)

O pedido não significa que o Ministério Público tenha concluído pela existência de fraude. Neste momento, trata-se de uma solicitação de apuração para verificar se os fatos apontados possuem fundamento.

Caso uma investigação identifique irregularidades capazes de comprometer a lisura do concurso, poderão ser adotadas as medidas previstas na legislação e no próprio edital, inclusive a possibilidade de anulação de atos ou do certame, conforme a extensão e a natureza das eventuais irregularidades. (Ache Concursos)

Concurso já havia sido alvo de questionamentos

Esta não é a primeira vez que o concurso de São José de Ribamar enfrenta questionamentos.

Em abril deste ano, antes da realização das provas, já haviam sido apresentadas reclamações relacionadas ao edital. Entre os pontos citados estavam exigências consideradas restritivas, questões relacionadas à experiência profissional e ausência ou insuficiência de conteúdo programático para determinadas disciplinas. Também foram protocoladas manifestações junto à Prefeitura, à organização do concurso e ao Ministério Público. (Maranhao de Verdade)

Em agosto, a Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB Maranhão também realizou uma reunião para ouvir candidatos que relataram possíveis violações de direitos durante a aplicação das provas. (Folha 1 Ma)

O que deve acontecer agora?

A principal questão é saber se os resultados levantados pelos candidatos correspondem apenas a uma coincidência estatística ou se existem elementos objetivos que justifiquem uma investigação mais aprofundada.

Entre os pontos que podem ser analisados estão os procedimentos de aplicação e correção das provas, registros relacionados aos candidatos, eventuais ocorrências durante a aplicação, mecanismos de segurança utilizados pela banca e demais documentos capazes de esclarecer as circunstâncias do resultado.

Até a conclusão de uma eventual apuração, não é possível afirmar que houve fraude no concurso.

O caso agora deverá ser acompanhado pelos órgãos competentes e pelos próprios candidatos, especialmente porque qualquer medida sobre o resultado poderá afetar milhares de pessoas que participaram do certame.

Concurso em números

  • 38.576: inscrições registradas;
  • 1.450: vagas oferecidas para professores;
  • 14: cargos relacionados ao concurso da Educação;
  • 16 de setembro de 2026: data da representação apresentada ao Ministério Público;
  • Resultado questionado: classificação preliminar da prova objetiva.

O W7 Podcast continuará acompanhando o caso e atualizará esta reportagem caso sejam divulgadas novas informações oficiais pelas autoridades, pela Prefeitura de São José de Ribamar ou pela banca organizadora.

PRF terá regras específicas para fiscalização nas rodovias durante as Eleições 2026

PRF

Norma estabelece limites para abordagens, retenções e bloqueios nos dias de votação e prevê comunicação ao TRE em determinadas situações

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) terá procedimentos específicos para sua atuação nas rodovias federais durante as Eleições Gerais de 2026. As diretrizes foram estabelecidas pela Portaria Conjunta nº 4/2026, elaborada em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

A medida será aplicada no primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e em eventual segundo turno, previsto para 25 de outubro. O objetivo é conciliar as atividades de segurança nas estradas com a necessidade de garantir o deslocamento dos eleitores até os locais de votação. 

Abordagens terão critérios específicos

Segundo as diretrizes divulgadas pela PRF, ações de fiscalização, policiamento e patrulhamento não devem criar obstáculos indevidos à circulação dos eleitores.

Nos dias de votação, a abordagem de veículos para verificar infrações administrativas de trânsito fica restrita a situações que representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade física das pessoas.

A regra, entretanto, não elimina a atuação policial relacionada à prevenção e repressão de crimes nem o patrulhamento ostensivo das rodovias federais. 

Bloqueios deverão ser comunicados ao TRE

A portaria também estabelece procedimentos para eventuais bloqueios em rodovias federais.

Quando houver necessidade de realizar uma interdição, a medida deverá ser comunicada previamente à Presidência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) competente. A comunicação deve apresentar a justificativa para o bloqueio, sua finalidade e as rotas alternativas disponíveis para garantir a circulação das pessoas.

Quando não houver uma rota alternativa, a orientação é que sejam adotadas medidas para manter a interrupção pelo menor tempo e na menor extensão possíveis.

A comunicação prévia não se aplica a situações de flagrante delito ou infrações relacionadas à segurança do trânsito, conforme as regras divulgadas. 

PRF também dará apoio à Justiça Eleitoral

Além do trabalho nas rodovias, a PRF poderá ser acionada para prestar apoio logístico à Justiça Eleitoral.

Entre as atividades previstas estão o transporte de materiais e urnas eletrônicas, além da segurança de instalações. A corporação também deverá atuar em articulação com as autoridades em situações de emergência relacionadas a eventos climáticos extremos. 

Eleições acontecem em outubro

De acordo com o calendário oficial do TSE, o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro. Caso haja necessidade de segundo turno para os cargos em disputa, a votação ocorrerá em 25 de outubro. 

A regulamentação estabelece, portanto, parâmetros específicos para a atuação da PRF durante os dias de votação, buscando preservar tanto as atribuições de segurança nas rodovias quanto a circulação dos eleitores.

Fonte: PRF, Ministério da Justiça e Segurança Pública e Tribunal Superior Eleitoral.

Alexandre de Moraes está no centro de crise no STF após relatório da PF e sessão histórica nesta terça-feira

STF

Ministro é alvo de pedido para abertura de investigação relacionado ao caso Banco Master; Supremo analisa nesta terça-feira se a apuração deverá avançar

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta terça-feira (15) uma sessão considerada inédita para analisar a possibilidade de abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O caso envolve informações obtidas pela Polícia Federal durante as investigações relacionadas ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. (Reuters)

A análise do Supremo, porém, não representa um julgamento de culpa ou uma condenação de Alexandre de Moraes. O objetivo da sessão é decidir se existem elementos suficientes para que uma investigação formal seja instaurada. (UOL Notícias)

Relatório da Polícia Federal colocou Moraes no centro da crise

A controvérsia ganhou força depois que documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras bilionárias envolvendo o Banco Master, vieram a público.

Segundo informações divulgadas no processo, foram identificadas mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, nas quais o empresário teria mantido contato com Alexandre de Moraes. O material também menciona um contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. (Agência Brasil)

Entre os elementos apresentados está uma referência a uma possível operação policial contra Vorcaro. As mensagens disponíveis, segundo a Agência Brasil, não permitem recuperar as respostas atribuídas ao interlocutor de Vorcaro. (Agência Brasil)

Moraes nega irregularidades e contesta as acusações. O ministro afirmou que o relatório apresentado contra ele não demonstra a prática de infração penal e classificou o documento como uma tentativa de atingir sua atuação no Supremo. (Folha de S.Paulo)

Fachin assume condução do caso

Em meio ao agravamento da disputa interna no STF, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, passou a conduzir o processo relacionado ao pedido de investigação.

O processo, identificado como Petição 16.662, tramita no STF e tem a Polícia Federal como autoridade policial. O próprio sistema oficial da Corte registra que o julgamento foi marcado para 15 de setembro de 2026. (Supremo Tribunal Federal)

Fachin também retirou Alexandre de Moraes da condução do chamado inquérito das fake news. A decisão, publicada em 9 de setembro, preservou os atos praticados por Moraes enquanto ele esteve responsável pelo procedimento. (Notícias STF)

A mudança ocorreu durante o aumento da tensão entre Moraes e o ministro André Mendonça, que havia tornado público material relacionado ao caso Banco Master.

Moraes também apresentou acusações contra Mendonça

A crise não envolve apenas questionamentos contra Alexandre de Moraes.

O ministro também apresentou ao presidente do STF questionamentos sobre a forma como André Mendonça conduziu parte das investigações relacionadas ao Banco Master. Moraes acusou Mendonça de realizar uma divulgação seletiva dos documentos e pediu que os materiais fossem disponibilizados de maneira ampla. (Agência Brasil)

Fachin, por sua vez, decidiu que a análise sobre possíveis irregularidades envolvendo Mendonça será tratada em outra sessão, marcada para 23 de setembro. (UOL Notícias)

O que o STF analisa nesta terça-feira

A sessão desta terça-feira não decide se Alexandre de Moraes cometeu crime.

Os ministros analisam se há fundamento para a abertura de uma investigação formal contra o integrante da própria Corte. O procedimento prevê manifestação da Procuradoria-Geral da República, eventual sustentação oral e, posteriormente, os votos dos ministros. (UOL Notícias)

O presidente do STF, Edson Fachin, abriu a sessão defendendo serenidade, decoro e independência institucional. Segundo ele, a Corte deve analisar fatos e não transformar o julgamento em um confronto pessoal entre ministros. (UOL Notícias)

Até o momento da publicação desta matéria, não há resultado final divulgado sobre a abertura ou não da investigação.

Crise amplia tensão dentro do Supremo

O episódio ocorre em um momento de forte tensão política e institucional no Brasil. A disputa envolvendo Moraes e Mendonça expôs divergências entre ministros e colocou o Supremo no centro de uma nova crise relacionada ao caso Banco Master. (AP News)

Também foram divulgadas novas mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro envolvendo pessoas ligadas a outros ministros do Supremo. As informações, entretanto, não comprovam por si só influência sobre decisões judiciais ou prática de crimes, e parte do material continua sendo analisada. (UOL Notícias)

O caso deverá continuar provocando repercussões políticas e jurídicas nos próximos dias, especialmente diante da decisão que será tomada pelo plenário do STF sobre a eventual abertura da investigação contra Alexandre de Moraes.

Até que as autoridades concluam as apurações, as acusações e suspeitas mencionadas no caso devem ser tratadas como alegações, e não como fatos definitivamente comprovados.

Moraes cancela pronunciamento em meio a crise no STF, perde relatoria e aumenta pressão sobre o Supremo.

Alexandre de Morais

Ministro Alexandre de Moraes cancelou uma fala que faria nesta quinta-feira (10); decisão ocorre após Edson Fachin retirar dele a relatoria do inquérito das fake news e em meio à crise envolvendo mensagens com Daniel Vorcaro

O Supremo Tribunal Federal atravessa uma das mais delicadas crises internas dos últimos anos. Nesta quinta-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes cancelou um pronunciamento que estava previsto para ocorrer pela manhã, justamente em um momento de forte tensão dentro da Corte.

A fala havia sido anunciada sem tema oficial divulgado. Posteriormente, o STF informou que o pronunciamento foi cancelado e será remarcado. 

O cancelamento acontece um dia depois de uma decisão que atingiu diretamente a atuação de Moraes: o presidente do STF, Edson Fachin, retirou do ministro a relatoria do chamado inquérito das fake news, que estava sob sua condução desde 2019.

A decisão de Fachin preservou os atos praticados por Moraes até o momento da mudança. O inquérito continua em andamento. 

O que está por trás da crise?

A tensão aumentou depois que vieram a público mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. As mensagens colocaram sob escrutínio a relação entre Vorcaro e Moraes.

É importante destacar: a existência das mensagens e a investigação são fatos noticiados, mas isso não significa que Moraes tenha cometido crime. Até o momento, não há condenação contra o ministro relacionada a essas acusações.

O episódio, porém, provocou uma disputa institucional dentro do próprio Supremo.

Moraes havia incluído no inquérito das fake news acusações contra o ministro André Mendonça. Dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. 

Fachin decidiu então retirar a investigação envolvendo Mendonça do inquérito e centralizar o caso na Presidência do Supremo.

E agora?

A situação ficou ainda mais grave depois de decisões conflitantes envolvendo os ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal.

Fachin suspendeu as decisões conflitantes e manteve Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da PF, afirmando que a sequência de decisões havia provocado uma grave crise institucional. 

O presidente do STF também convocou uma sessão extraordinária para 15 de setembro, quando o plenário deverá analisar o relatório da Polícia Federal relacionado às mensagens entre Moraes e Vorcaro e discutir os próximos passos do caso. 

Um Supremo dividido?

O episódio expõe uma situação incomum: ministros da mais alta Corte do país passaram a protagonizar decisões conflitantes, enquanto o próprio presidente do STF precisou intervir para tentar impedir que a disputa interna aumentasse.

O próprio Fachin afirmou recentemente que “nenhuma autoridade e nenhum Poder da República” está acima da Constituição e defendeu que a crise seja enfrentada dentro da legalidade e do devido processo. 

Agora, o pronunciamento cancelado de Moraes ganha ainda mais expectativa.

O que o ministro pretendia dizer? Por que a fala foi cancelada justamente neste momento? E o que será decidido pelo plenário no dia 15?

Essas perguntas ainda não têm resposta oficial.

O que já está confirmado é que Moraes perdeu a relatoria de um dos processos mais importantes e controversos do STF, o tribunal enfrenta uma crise interna e uma sessão extraordinária foi marcada para discutir o caso que colocou o próprio ministro no centro da controvérsia.

E, desta vez, a crise não está vindo apenas de fora do Supremo.

Ela está acontecendo dentro dele.

Texto produzido pelo W7 Podcast com base em informações divulgadas por fontes jornalísticas e órgãos oficiais. As acusações e suspeitas mencionadas permanecem sob apuração e não devem ser tratadas como condenação ou comprovação de crime.

Alexandre de Moraes anuncia pronunciamento em meio à crise interna no STF

STF

Ministro falará publicamente nesta quinta-feira (10), enquanto Supremo enfrenta disputa entre integrantes da Corte e questionamentos relacionados ao caso Banco Master

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou que fará um pronunciamento público nesta quinta-feira (10), às 11h, em meio à crise interna que envolve integrantes da Corte e desdobramentos relacionados às investigações sobre o Banco Master.

Até o momento, Moraes não divulgou oficialmente o conteúdo que será abordado no pronunciamento. A manifestação ocorre em um cenário de forte tensão institucional dentro do Supremo. 

Crise envolve ministros do STF

A crise ganhou força após decisões divergentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino envolvendo a direção da Polícia Federal.

Mendonça havia determinado o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, enquanto Dino posteriormente suspendeu essa decisão e determinou seu retorno ao cargo.

Diante do conflito entre as decisões, o presidente do STF, Edson Fachin, interveio no caso e suspendeu as determinações conflitantes. Fachin também determinou que eventuais investigações envolvendo ministros do Supremo passem previamente pela Presidência da Corte. 

Caso Banco Master está no centro da discussão

Outro ponto que aumentou a tensão dentro do Supremo envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Relatórios da Polícia Federal mencionados nas decisões recentes levantaram questionamentos sobre contatos entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. O caso passou a ser discutido internamente no STF, com André Mendonça solicitando informações relacionadas às investigações.

Moraes, por sua vez, pediu que Fachin investigasse a atuação de Mendonça, alegando possíveis irregularidades na condução dos procedimentos. As acusações de ambos os lados ainda estão sendo analisadas e não representam, por si só, conclusões definitivas sobre a existência de crimes ou irregularidades. 

STF terá sessão extraordinária na próxima terça-feira

O presidente do Supremo convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro, às 10h.

A Corte deverá analisar os desdobramentos do caso e a existência ou não de elementos que justifiquem a abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes.

A eventual investigação, portanto, ainda não foi aberta. A decisão caberá ao plenário do Supremo. 

Fachin também retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Em outra decisão tomada em meio à crise, Edson Fachin retirou Alexandre de Moraes da relatoria do chamado inquérito das fake news, que estava sob responsabilidade do ministro desde 2019.

Fachin assumiu a relatoria do processo e afirmou que a medida busca preservar a segurança jurídica e evitar novos conflitos institucionais dentro da Corte. 

Pronunciamento acontece nesta quinta

O pronunciamento anunciado para 11h desta quinta-feira (10) ocorre, portanto, em um momento de grande repercussão nacional sobre o funcionamento do Supremo e sobre os conflitos entre ministros.

O conteúdo da manifestação de Moraes ainda não havia sido divulgado previamente pelas fontes consultadas. Por isso, não é possível afirmar antecipadamente quais pontos serão abordados pelo ministro.

A expectativa é que a fala seja acompanhada de perto diante da sequência de decisões e acusações que colocou o STF no centro de uma das maiores crises internas recentes da instituição.

W7 Podcast | Informação com responsabilidade

Esta matéria foi produzida pelo W7 Podcast a partir de informações públicas divulgadas por fontes jornalísticas e institucionais. As acusações e suspeitas mencionadas no texto são apresentadas como alegações e não como fatos definitivamente comprovados.