
Pare e siga provoca longas filas e revolta entre motoristas nos últimos dias.
Congestionamento dos últimos dias revolta motoristas e reacende questionamentos sobre até quando a população terá que enfrentar os mesmos transtornos
O que deveria ser uma intervenção temporária na Ponte do Estreito dos Mosquitos acabou transformando a entrada e a saída de São Luís em um verdadeiro teste de paciência para os motoristas.
Nos últimos dias, vídeos e relatos publicados nas redes sociais mostram longas filas e congestionamentos provocados pelo sistema de Pare e Siga adotado na BR-135. A situação ganhou ainda mais repercussão entre motoristas que precisaram enfrentar horas de deslocamento para entrar ou sair da capital.
O problema não aconteceu sem aviso. O DNIT informou que o sistema seria utilizado nos dias 22 e 23 de agosto, das 7h às 21h no sábado e das 7h às 12h no domingo, para a instalação de novas juntas de dilatação na ponte. A mesma operação está prevista para os dias 29 e 30 de agosto. (Serviços e Informações do Brasil)
O órgão também alertou previamente que a operação poderia provocar retenções e aumento no tempo de viagem. O que se viu nas últimas horas, porém, provocou uma onda de reclamações de quem ficou preso no trânsito.
A pergunta que fica é simples:
Até quando o maranhense terá que enfrentar congestionamentos desse tamanho para entrar ou sair de São Luís?
A situação ganha ainda mais peso porque uma das estruturas da Ponte do Estreito dos Mosquitos já está interditada desde abril, após monitoramento técnico do DNIT identificar a necessidade de restringir o tráfego. O fluxo foi desviado para a outra estrutura. (Serviços e Informações do Brasil)
O DNIT afirma que as intervenções são necessárias para garantir a segurança e melhorar as condições da ponte. A justificativa técnica é compreensível. Mas a população também tem o direito de perguntar:
Existe uma alternativa capaz de reduzir o impacto dessas intervenções?
Quanto tempo ainda será necessário para que a solução definitiva seja entregue?
E até quando motoristas, trabalhadores, pacientes e famílias terão que pagar com horas de suas vidas pelo problema?
Não se trata de questionar a necessidade de manutenção. Trata-se de questionar planejamento, prazo e solução definitiva.
A Ponte do Estreito dos Mosquitos é uma ligação fundamental para São Luís. Quando o trânsito para ali, não é apenas uma fila de carros que se forma. É a rotina de milhares de pessoas que também fica parada.
E em pleno período eleitoral, talvez a pergunta mais importante seja:
Quem vai resolver o problema — e quem vai continuar cobrando quando as câmeras e os discursos eleitorais forem embora?
A população não precisa apenas de explicações.
Precisa de uma solução.
Por Lívia Maria — W7 Podcast
FONTES
● DNIT
● Imirante
● Jornal Pequeno