
Medida adotada pelo DNIT para monitoramento estrutural e manutenção da Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, causa retenções e filas nos dois sentidos de acesso à Ilha de São Luís.
SÃO LUÍS (MA) – Motoristas que utilizam diariamente a BR-135, principal ligação terrestre entre a Ilha de São Luís e o continente, enfrentam lentidão e longas filas devido à implantação do sistema “Pare e Siga” na Ponte do Estreito dos Mosquitos. A medida foi adotada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para permitir a realização de monitoramentos técnicos e serviços de manutenção na estrutura.
Segundo o órgão, a operação ocorre de forma temporária e faz parte de um processo de acompanhamento estrutural da ponte. Durante o monitoramento, sensores são instalados para medir vibrações e movimentações da estrutura durante a passagem dos veículos, permitindo avaliar o comportamento da ponte e identificar possíveis problemas de forma preventiva.
A intervenção acontece em um momento delicado para a mobilidade da região. Desde abril, uma das pontes do complexo do Estreito dos Mosquitos permanece interditada, fazendo com que todo o fluxo de veículos seja concentrado na estrutura que continua em operação.
Com a adoção do sistema “Pare e Siga”, o trânsito tem apresentado congestionamentos principalmente nos horários de pico. Motoristas relatam aumento no tempo de deslocamento tanto para entrar quanto para sair da capital maranhense, exigindo planejamento antecipado das viagens.
O DNIT orienta os condutores a reduzirem a velocidade ao se aproximarem da área da intervenção, respeitarem a sinalização temporária e seguirem as orientações das equipes que atuam no local.
Além das ações de monitoramento, o órgão federal já anunciou que trabalha nos estudos para a reconstrução da ponte interditada, considerada uma obra estratégica para restabelecer a normalidade do tráfego na BR-135. O edital para contratação da nova estrutura deverá ser lançado após a conclusão das etapas técnicas e administrativas necessárias.
Enquanto isso, quem precisa utilizar a rodovia deve redobrar a atenção e se preparar para possíveis atrasos, especialmente nos períodos de maior movimento. A expectativa é que os serviços contribuam para aumentar a segurança e a durabilidade da principal porta de entrada terrestre da capital maranhense.
Por Lívia Maria | W7PODCAST