
A corrida pela Presidência da República entrou oficialmente em uma nova fase.
A corrida pela Presidência da República entrou oficialmente em uma nova fase. Com a campanha eleitoral já autorizada e o primeiro turno marcado para 4 de outubro de 2026, os brasileiros começam a comparar propostas, trajetórias e prioridades dos candidatos. (Justiça Eleitoral)
Entre os nomes que aparecem com maior destaque estão Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). O cenário, porém, reúne outros candidatos e ainda pode ser marcado por mudanças ao longo da campanha. (Folha de S.Paulo)
O que cada um defende?
Lula (PT)
Candidato à reeleição, Lula apresenta uma agenda voltada à redução das desigualdades, fortalecimento de políticas sociais e investimentos públicos. Entre os temas destacados estão o fortalecimento do SUS, ampliação da vacinação e inclusão digital na saúde. Na segurança, sua campanha defende maior integração entre União, estados e municípios e o combate ao financiamento das organizações criminosas. (Folha de S.Paulo)
Flávio Bolsonaro (PL)
Representando o campo bolsonarista, Flávio aposta principalmente em segurança pública e redução do tamanho do Estado. Entre suas propostas estão o endurecimento do combate às facções criminosas, construção de presídios de segurança máxima e classificação de organizações criminosas como narcoterroristas. Na economia, defende cortes de gastos, redução de ministérios, privatizações e uma nova regra fiscal para buscar a redução da dívida pública. (Folha de S.Paulo)
Ronaldo Caiado (PSD)
O ex-governador de Goiás tenta se apresentar como uma alternativa conservadora à polarização entre Lula e o bolsonarismo. Na segurança, propõe uma força policial de cooperação entre países da América do Sul para enfrentar facções e tráfico internacional. Também defende uma política de maior controle dos gastos públicos, com a intenção de limitar as despesas do governo em relação ao PIB. (Folha de S.Paulo)
Romeu Zema (Novo)
O governador de Minas Gerais leva para a disputa uma agenda liberal, marcada pela defesa de redução do tamanho do Estado, privatizações e reformas econômicas. A proposta busca atrair eleitores que priorizam equilíbrio das contas públicas, menor intervenção estatal e maior participação da iniciativa privada. (Folha de S.Paulo)
Renan Santos (Missão)
Com discurso de direita e forte crítica à política tradicional, Renan Santos aposta em uma proposta de reforma administrativa mais rígida e em medidas de combate ao crime organizado. Sua campanha tenta se apresentar como uma alternativa mais radical aos grupos políticos tradicionais, buscando principalmente eleitores que defendem mudanças profundas na estrutura do Estado. (Folha de S.Paulo)
Augusto Cury (Avante)
O escritor e candidato apresenta uma campanha centrada em educação, saúde emocional e mudanças na forma de funcionamento do Estado. Entre suas ideias está a chamada “gestão da emoção”, além da defesa de reformas estruturais e do semipresidencialismo. Cury também procura se posicionar como uma alternativa à polarização política. (Folha de S.Paulo)
Uma eleição que promete ser disputada
A primeira pesquisa Datafolha divulgada após o início oficial da campanha colocou Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%, enquanto outros candidatos aparecem mais distantes. Em eventual segundo turno entre os dois, Lula aparece numericamente à frente, mas dentro de um cenário de disputa acirrada. (Folha de S.Paulo)
Mais do que escolher entre nomes, o eleitor terá pela frente diferentes projetos para economia, segurança, saúde, educação e funcionamento do Estado.
E você? Já escolheu o seu candidato ou ainda está analisando as propostas?
Por Lívia Maria | W7 Podcast
Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Folha de S.Paulo, Nexo Jornal e JOTA.