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Toffoli rejeita pedido de Carlos Brandão para suspender decisões de Flávio Dino no Maranhão

Ministro do STF considerou inadequada ação apresentada pelo governador e manteve o andamento da investigação; defesa de Brandão questionava a competência do Supremo

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta sexta-feira (21) o pedido apresentado pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), para suspender decisões tomadas pelo ministro Flávio Dino em uma investigação conduzida pela Polícia Federal no estado. 

A defesa de Brandão havia recorrido ao STF alegando que a investigação deveria tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não no Supremo. Os advogados também pediam a suspensão do inquérito e das medidas determinadas por Dino. 

Toffoli considera ação inadequada

Ao analisar o pedido, Dias Toffoli entendeu que a ação apresentada pela defesa não era o instrumento adequado para alcançar o objetivo pretendido. O ministro também apontou a existência de recurso pendente relacionado à ADI 7.780/MA, que já está sob relatoria de Flávio Dino. 

Segundo informações divulgadas sobre a decisão, Toffoli avaliou ainda que a iniciativa apresentada por Brandão buscava proteger interesses pessoais do governador, e não propriamente a ordem jurídica. 

Investigação continua

A decisão não encerra a investigação conduzida pela Polícia Federal. O inquérito continua em tramitação e as medidas determinadas anteriormente por Flávio Dino permanecem válidas.

Entre elas está o afastamento, determinado em 17 de agosto, de Daniel Brandão, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e sobrinho do governador. A medida foi tomada no âmbito da investigação. 

A investigação também envolve outros agentes políticos. Segundo informações divulgadas anteriormente, o caso está relacionado a suspeitas envolvendo desvios de recursos públicos e possíveis interferências nas investigações. Os investigados negam as acusações. 

Defesa de Brandão questiona competência do STF

A defesa do governador sustenta que Carlos Brandão possui foro por prerrogativa de função e que eventuais investigações contra governadores deveriam ser conduzidas pelo STJ. Os advogados também questionaram a atuação de Flávio Dino no caso e alegaram violação ao princípio do juiz natural. 

Com a decisão de Toffoli, entretanto, o pedido de Brandão não conseguiu suspender as decisões de Dino nem retirar o caso do Supremo.

A decisão representa uma derrota jurídica para a defesa de Carlos Brandão neste momento, mas não significa condenação do governador nem comprovação das acusações investigadas. O inquérito segue em andamento, e novas decisões ainda podem ocorrer ao longo da investigação.

Por Lívia Maria — W7 Podcast

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