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Moraes cancela pronunciamento em meio a crise no STF, perde relatoria e aumenta pressão sobre o Supremo.

Alexandre de Morais

Ministro Alexandre de Moraes cancelou uma fala que faria nesta quinta-feira (10); decisão ocorre após Edson Fachin retirar dele a relatoria do inquérito das fake news e em meio à crise envolvendo mensagens com Daniel Vorcaro

O Supremo Tribunal Federal atravessa uma das mais delicadas crises internas dos últimos anos. Nesta quinta-feira (10), o ministro Alexandre de Moraes cancelou um pronunciamento que estava previsto para ocorrer pela manhã, justamente em um momento de forte tensão dentro da Corte.

A fala havia sido anunciada sem tema oficial divulgado. Posteriormente, o STF informou que o pronunciamento foi cancelado e será remarcado. 

O cancelamento acontece um dia depois de uma decisão que atingiu diretamente a atuação de Moraes: o presidente do STF, Edson Fachin, retirou do ministro a relatoria do chamado inquérito das fake news, que estava sob sua condução desde 2019.

A decisão de Fachin preservou os atos praticados por Moraes até o momento da mudança. O inquérito continua em andamento. 

O que está por trás da crise?

A tensão aumentou depois que vieram a público mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. As mensagens colocaram sob escrutínio a relação entre Vorcaro e Moraes.

É importante destacar: a existência das mensagens e a investigação são fatos noticiados, mas isso não significa que Moraes tenha cometido crime. Até o momento, não há condenação contra o ministro relacionada a essas acusações.

O episódio, porém, provocou uma disputa institucional dentro do próprio Supremo.

Moraes havia incluído no inquérito das fake news acusações contra o ministro André Mendonça. Dias antes, Mendonça havia retirado o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes. 

Fachin decidiu então retirar a investigação envolvendo Mendonça do inquérito e centralizar o caso na Presidência do Supremo.

E agora?

A situação ficou ainda mais grave depois de decisões conflitantes envolvendo os ministros André Mendonça e Flávio Dino sobre o comando da Polícia Federal.

Fachin suspendeu as decisões conflitantes e manteve Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da PF, afirmando que a sequência de decisões havia provocado uma grave crise institucional. 

O presidente do STF também convocou uma sessão extraordinária para 15 de setembro, quando o plenário deverá analisar o relatório da Polícia Federal relacionado às mensagens entre Moraes e Vorcaro e discutir os próximos passos do caso. 

Um Supremo dividido?

O episódio expõe uma situação incomum: ministros da mais alta Corte do país passaram a protagonizar decisões conflitantes, enquanto o próprio presidente do STF precisou intervir para tentar impedir que a disputa interna aumentasse.

O próprio Fachin afirmou recentemente que “nenhuma autoridade e nenhum Poder da República” está acima da Constituição e defendeu que a crise seja enfrentada dentro da legalidade e do devido processo. 

Agora, o pronunciamento cancelado de Moraes ganha ainda mais expectativa.

O que o ministro pretendia dizer? Por que a fala foi cancelada justamente neste momento? E o que será decidido pelo plenário no dia 15?

Essas perguntas ainda não têm resposta oficial.

O que já está confirmado é que Moraes perdeu a relatoria de um dos processos mais importantes e controversos do STF, o tribunal enfrenta uma crise interna e uma sessão extraordinária foi marcada para discutir o caso que colocou o próprio ministro no centro da controvérsia.

E, desta vez, a crise não está vindo apenas de fora do Supremo.

Ela está acontecendo dentro dele.

Texto produzido pelo W7 Podcast com base em informações divulgadas por fontes jornalísticas e órgãos oficiais. As acusações e suspeitas mencionadas permanecem sob apuração e não devem ser tratadas como condenação ou comprovação de crime.

Alexandre de Moraes anuncia pronunciamento em meio à crise interna no STF

STF

Ministro falará publicamente nesta quinta-feira (10), enquanto Supremo enfrenta disputa entre integrantes da Corte e questionamentos relacionados ao caso Banco Master

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou que fará um pronunciamento público nesta quinta-feira (10), às 11h, em meio à crise interna que envolve integrantes da Corte e desdobramentos relacionados às investigações sobre o Banco Master.

Até o momento, Moraes não divulgou oficialmente o conteúdo que será abordado no pronunciamento. A manifestação ocorre em um cenário de forte tensão institucional dentro do Supremo. 

Crise envolve ministros do STF

A crise ganhou força após decisões divergentes dos ministros André Mendonça e Flávio Dino envolvendo a direção da Polícia Federal.

Mendonça havia determinado o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, enquanto Dino posteriormente suspendeu essa decisão e determinou seu retorno ao cargo.

Diante do conflito entre as decisões, o presidente do STF, Edson Fachin, interveio no caso e suspendeu as determinações conflitantes. Fachin também determinou que eventuais investigações envolvendo ministros do Supremo passem previamente pela Presidência da Corte. 

Caso Banco Master está no centro da discussão

Outro ponto que aumentou a tensão dentro do Supremo envolve o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Relatórios da Polícia Federal mencionados nas decisões recentes levantaram questionamentos sobre contatos entre Vorcaro e Alexandre de Moraes. O caso passou a ser discutido internamente no STF, com André Mendonça solicitando informações relacionadas às investigações.

Moraes, por sua vez, pediu que Fachin investigasse a atuação de Mendonça, alegando possíveis irregularidades na condução dos procedimentos. As acusações de ambos os lados ainda estão sendo analisadas e não representam, por si só, conclusões definitivas sobre a existência de crimes ou irregularidades. 

STF terá sessão extraordinária na próxima terça-feira

O presidente do Supremo convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro, às 10h.

A Corte deverá analisar os desdobramentos do caso e a existência ou não de elementos que justifiquem a abertura de uma investigação envolvendo Alexandre de Moraes.

A eventual investigação, portanto, ainda não foi aberta. A decisão caberá ao plenário do Supremo. 

Fachin também retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news

Em outra decisão tomada em meio à crise, Edson Fachin retirou Alexandre de Moraes da relatoria do chamado inquérito das fake news, que estava sob responsabilidade do ministro desde 2019.

Fachin assumiu a relatoria do processo e afirmou que a medida busca preservar a segurança jurídica e evitar novos conflitos institucionais dentro da Corte. 

Pronunciamento acontece nesta quinta

O pronunciamento anunciado para 11h desta quinta-feira (10) ocorre, portanto, em um momento de grande repercussão nacional sobre o funcionamento do Supremo e sobre os conflitos entre ministros.

O conteúdo da manifestação de Moraes ainda não havia sido divulgado previamente pelas fontes consultadas. Por isso, não é possível afirmar antecipadamente quais pontos serão abordados pelo ministro.

A expectativa é que a fala seja acompanhada de perto diante da sequência de decisões e acusações que colocou o STF no centro de uma das maiores crises internas recentes da instituição.

W7 Podcast | Informação com responsabilidade

Esta matéria foi produzida pelo W7 Podcast a partir de informações públicas divulgadas por fontes jornalísticas e institucionais. As acusações e suspeitas mencionadas no texto são apresentadas como alegações e não como fatos definitivamente comprovados.

Crianças resgatadas na Flórida levantam suspeitas, mas não há confirmação de que sejam as crianças desaparecidas no Maranhão.

Crianças desaparecidas em Bacabal entram no radar após operação que resgatou 163 menores na Flórida.

Caso dos irmãos Ágatha Isabelly e Allan Michael continua sem solução; autoridades do Maranhão afirmam que investigação permanece ativa e sob sigilo

Uma operação realizada na Flórida, nos Estados Unidos, para localizar crianças desaparecidas reacendeu a atenção sobre o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, moradores da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no Maranhão.

A chamada Operation Statewide Shield, conduzida durante cinco dias em agosto de 2026, resultou na localização e recuperação de 163 crianças e adolescentes. Segundo o Departamento de Polícia da Flórida (FDLE), os menores tinham entre 2 meses e 17 anos.

A operação teve ações em diferentes regiões da Flórida e também resultou em localizações e recuperações em seis estados americanos, um território dos Estados Unidos e 12 países. As autoridades informaram que muitas das crianças encontradas haviam passado por diferentes níveis de abuso, negligência, exploração ou exposição a outras atividades criminosas. (DLE Flórida⁠)

O que aconteceu com os irmãos de Bacabal

Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.

Segundo informações divulgadas pela imprensa sobre o caso, os irmãos saíram para brincar naquela tarde acompanhados do primo Anderson Kauã, de 8 anos. O primo foi localizado três dias depois, em 7 de janeiro. Ágatha e Allan, porém, continuaram desaparecidos. (Folha de S.Paulo⁠)

O desaparecimento mobilizou inicialmente uma grande operação de buscas, com participação de forças de segurança e órgãos públicos. Foram utilizadas equipes terrestres, cães farejadores, aeronaves, drones e equipamentos especializados para buscas em áreas de mata e no rio Mearim. (CNN Brasil⁠)

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil passou a concentrar os trabalhos na apuração do desaparecimento.

A investigação continua

Em agosto, a Associação dos Delegados de Polícia do Maranhão (ADEPOL-MA) e a 16ª Delegacia Regional de Bacabal divulgaram uma nota oficial para esclarecer informações que estavam circulando publicamente sobre o caso.

Segundo a nota, o inquérito permanece sob sigilo e continua em andamento. O procedimento já ultrapassava 700 páginas e reunia relatórios de investigação, laudos, perícias, oitivas e outros elementos.

A Polícia Civil também afirmou que havia diligências realizadas e outras ainda em andamento. A instituição ressaltou que a eventual possibilidade de as crianças terem sido levadas para outro estado não transfere automaticamente a investigação para a Polícia Federal, embora possa haver cooperação entre diferentes órgãos quando necessário. (Adepma⁠)

A Polícia Civil pediu ainda que sejam evitadas especulações e conclusões sem acesso aos autos, destacando que a divulgação prematura de determinadas informações pode prejudicar as investigações. (Adepma⁠)

E qual é a relação com a operação da Flórida?

A relação surgiu por causa da divulgação da operação americana, que recuperou 163 menores.

O fato de a operação ter localizado crianças em 12 países além dos Estados Unidos chamou a atenção para a possibilidade de existirem casos internacionais entre os menores encontrados. Entretanto, o comunicado oficial da Flórida não identifica publicamente essas crianças por nacionalidade ou nome. (DLE Flórida⁠)

Por isso, é importante separar o que está comprovado daquilo que ainda é hipótese.

O que está confirmado

✔ 163 crianças foram recuperadas na Operation Statewide Shield.
A informação foi divulgada oficialmente pelo FDLE em 25 de agosto de 2026. (DLE Flórida⁠)

✔ A operação teve desdobramentos fora da Flórida.
O FDLE informou localizações e recuperações em seis estados, um território americano e 12 países. (DLE Flórida⁠)

✔ Ágatha Isabelly e Allan Michael continuam desaparecidos.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil do Maranhão. (Adepma⁠)

✔ A investigação de Bacabal continua ativa e sob sigilo.
A própria Polícia Civil informou oficialmente que existem diligências realizadas e outras em andamento. (Adepma⁠)

O que NÃO está confirmado

✘ Não está confirmado que Ágatha Isabelly tenha sido encontrada nos Estados Unidos.

✘ Não está confirmado que Allan Michael tenha sido encontrado na Flórida.

✘ Não está confirmado que alguma das 163 crianças seja um dos irmãos desaparecidos em Bacabal.

✘ Não está confirmado que os irmãos tenham sido vítimas de tráfico internacional.

✘ Não há confirmação oficial de que uma fotografia de uma criança localizada na Flórida seja de Allan Michael.

Essas informações não devem ser apresentadas como fatos enquanto não houver confirmação das autoridades responsáveis pela identificação.

O que a operação americana realmente descobriu

O FDLE descreveu a Statewide Shield como uma operação destinada a identificar, localizar e recuperar menores desaparecidos ou vulneráveis.

As autoridades informaram que muitas das crianças encontradas haviam sofrido diferentes níveis de abuso, negligência, exploração ou exposição a atividades criminosas. A operação também gerou três casos criminais classificados como crimes graves, que passaram a ser acompanhados pelas autoridades competentes. (DLE Flórida⁠)

Portanto, também é incorreto afirmar que as 163 crianças eram vítimas de tráfico humano. O comunicado oficial não faz essa afirmação. Ele descreve diferentes circunstâncias envolvendo os menores recuperados. (DLE Flórida⁠)

Um caso que permanece sem resposta

O desaparecimento de Ágatha e Allan continua sendo um dos casos que mais mobilizaram a população de Bacabal em 2026.

Mais de oito meses depois do desaparecimento, ainda não existe uma confirmação pública sobre o paradeiro dos irmãos.

A nova operação americana despertou esperança entre pessoas que acompanham o caso, mas, até o momento, não existe comprovação pública de que os irmãos estejam entre as crianças recuperadas nos Estados Unidos.

A Polícia Civil do Maranhão afirma que a investigação continua e que informações sobre diligências específicas permanecem protegidas pelo sigilo justamente para não comprometer o trabalho policial. (Adepma⁠)

A informação mais importante

Ágatha Isabelly e Allan Michael, desaparecidos em Bacabal, não foram oficialmente identificados entre as 163 crianças recuperadas na operação da Flórida.

O que existe, neste momento, é uma possível linha de investigação que precisa ser confirmada ou descartada pelas autoridades.

Até que haja uma identificação oficial, qualquer afirmação de que “as crianças de Bacabal foram encontradas na Flórida” seria prematura e não estaria respaldada pelas informações oficiais disponíveis.

Moraes entra no centro de nova crise institucional após PF revelar mensagens e contratos ligados a Daniel Vorcaro

BOMBAAA

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tornou-se novamente o centro de uma crise institucional após a Polícia Federal revelar novos elementos sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. As informações foram retiradas do sigilo pelo ministro André Mendonça nesta terça-feira (1º) e incluem mensagens, registros de encontros e documentos relacionados ao escritório de advocacia da esposa de Moraes.

O material passou a ser analisado dentro da investigação relacionada ao caso Banco Master e provocou reações no Supremo, na Procuradoria-Geral da República e no Senado Federal.

Entre os elementos considerados mais relevantes está um contrato de aproximadamente R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Segundo a análise de metadados realizada pela Polícia Federal, uma minuta do contrato sofreu uma alteração em janeiro de 2024 atribuída ao usuário identificado no documento como “Ministro Alexandre de Moraes”. O escritório de Viviane Barci de Moraes afirma que consultou o ministro sobre possíveis impedimentos legais e que não havia conflito de interesses, pois ele não participava de julgamentos relacionados ao banco naquele período. (Folha de S.Paulo)

Mensagens revelam contatos frequentes

Outro ponto que ganhou destaque no relatório da PF são as mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro.

Segundo os documentos divulgados, Moraes e Vorcaro mantiveram contato e teriam se encontrado pelo menos seis vezes. As conversas ocorreram durante o período em que o Banco Master enfrentava problemas e Vorcaro era alvo de investigações.

Em novembro de 2025, poucos dias antes de ser preso pela Polícia Federal, Vorcaro teria perguntado a Moraes se deveria deixar o país. Em uma das mensagens, questionou se “segunda” já precisaria estar fora. Dois dias depois, em 17 de novembro, ele foi preso quando se preparava para embarcar em um jato particular com destino a Malta. (Folha de S.Paulo)

Também foram encontradas mensagens nas quais Vorcaro buscava informações e auxílio em relação às investigações envolvendo o Banco Master. O relatório menciona referências a Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal, e Paulo Gonet, procurador-geral da República. Entretanto, os documentos divulgados não comprovam que os pedidos feitos por Vorcaro tenham sido atendidos por Moraes ou que o ministro tenha interferido ilegalmente nas investigações. (Folha de S.Paulo)

Essa distinção é importante: as mensagens demonstram os pedidos e contatos registrados, mas não constituem, por si só, prova definitiva de crime.

Um segundo contrato de R$ 50 milhões

A investigação também identificou uma proposta de outro contrato, no valor de R$ 50 milhões, envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes.

Segundo o material da PF, a proposta previa que parte do valor fosse quitada mediante transferência de cotas de um jatinho e de um helicóptero. O escritório, porém, afirma que esse segundo acordo não foi assinado e que apenas o contrato original, de aproximadamente R$ 130 milhões, chegou a ser firmado com o Banco Master. (Folha de S.Paulo)

Atuação de Fábio Faria

As investigações também apontaram a participação do ex-ministro das Comunicações Fábio Faria na aproximação entre Vorcaro e Moraes.

Segundo a PF, Faria teria repassado a Vorcaro o número de telefone de Alexandre de Moraes no final de 2023. Posteriormente, os registros apontam para encontros e contatos entre o empresário e o ministro.

Faria confirmou ter indicado o escritório de Viviane Barci de Moraes para atuar em um caso, mas negou conhecer os valores contratados entre o banco e a banca de advocacia. (Folha de S.Paulo)

André Mendonça retira sigilo e leva caso ao plenário

A divulgação das informações ocorreu após André Mendonça retirar o sigilo de documentos relacionados à investigação.

Mendonça determinou que os novos elementos fossem analisados e indicou que o caso deverá ser levado ao Plenário do Supremo Tribunal Federal, onde os ministros poderão discutir os próximos passos da apuração. (Poder360)

A decisão abriu uma nova frente de tensão dentro da própria Corte.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou uma posição contrária à forma como a apuração foi conduzida. Gonet pediu a anulação do relatório da Polícia Federal e sustentou que Mendonça teria ultrapassado suas competências ao determinar diligências relacionadas a outro ministro do STF. Para a PGR, uma eventual investigação contra um integrante da Corte deveria ser submetida ao Plenário. (Google)

Pressão chega ao Senado

A crise também chegou ao Congresso Nacional.

No Senado, parlamentares passaram a defender novas investigações e pedidos de impeachment contra Alexandre de Moraes após a divulgação do material.

O senador Carlos Viana anunciou que protocolou pedido de impeachment contra o ministro, alegando possível prática de advocacia administrativa em benefício de Daniel Vorcaro. A acusação, entretanto, é uma iniciativa parlamentar e não representa uma conclusão judicial de que Moraes tenha cometido crime. (Senado Federal)

A senadora Damares Alves também anunciou um pedido de impeachment e defendeu publicamente a renúncia do ministro. Outros senadores pediram que os fatos sejam investigados. (Senado Federal)

O que está comprovado até agora

O material divulgado permite afirmar que existem documentos e registros de comunicação entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, além de registros de encontros entre os dois.

Também está documentada a existência de um contrato milionário entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro, assim como a existência de metadados indicando uma alteração em uma minuta contratual atribuída ao usuário “Ministro Alexandre de Moraes”. (Folha de S.Paulo)

O que ainda não está comprovado é que Alexandre de Moraes tenha cometido crime, interferido ilegalmente em investigações ou utilizado o cargo para beneficiar Daniel Vorcaro.

A própria discussão jurídica sobre a validade do material está aberta. A PGR pediu a nulidade do relatório da PF, enquanto André Mendonça defendeu que os novos elementos sejam submetidos ao Plenário do Supremo. (Google)

Uma crise que agora envolve as principais instituições

O caso deixou de ser apenas uma discussão política envolvendo Alexandre de Moraes. Agora, envolve diretamente a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República, o Supremo Tribunal Federal e o Senado.

De um lado, estão os documentos apreendidos pela PF e as mensagens atribuídas a Vorcaro. Do outro, existe uma disputa jurídica sobre a validade da investigação e sobre quem possui competência para determinar uma eventual apuração envolvendo um ministro do Supremo.

O próximo passo deverá ser definido pelo próprio STF.

Enquanto isso, a divulgação dos documentos aumentou significativamente a pressão política sobre Alexandre de Moraes e colocou novamente em discussão os limites entre relações pessoais, atividades privadas de familiares de magistrados e o exercício da função pública.

Até que as instituições concluam as apurações, porém, as suspeitas devem ser tratadas como suspeitas, e não como crimes comprovados.

 

Festejo de São José de Ribamar começa nesta terça-feira com romaria e tradição religiosa no Maranhão.

FESTEJO DE SÃO JOSÉ DE RIBAMAR 2026

A cidade de São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís, começa nesta terça-feira, 1º de setembro, mais uma edição do tradicional Festejo de São José de Ribamar, uma das maiores manifestações de fé e religiosidade do Maranhão. Durante o mês, a cidade deve receber milhares de fiéis vindos de diferentes municípios para participar das celebrações, romarias e demais atividades religiosas.

A programação tem início nas primeiras horas da manhã com a tradicional Romaria da Alvorada, marcada para as 5h, com concentração na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Moropóia. De lá, os devotos seguem em caminhada até o Santuário de São José de Ribamar, dando início oficialmente ao período de homenagens ao santo.

Com o tema “Santuário: Casa da Paz, Morada da Caridade”, o festejo busca reforçar a importância da fé, da solidariedade e do acolhimento. Ao longo dos dias, o Santuário terá uma extensa programação de missas e atividades voltadas aos devotos.

Além da Romaria da Alvorada, o calendário reúne diferentes manifestações tradicionais, entre elas a Romaria Ciclística da Juventude, Romaria das Comunidades, Romaria dos Motoqueiros, Romaria das Crianças, Romaria da Juventude e Romaria Marítima. Cada uma delas reúne públicos diferentes e mantém viva uma tradição que atravessa gerações.

Entre os momentos mais aguardados está a Grande Romaria Caminho de São José de Ribamar, que acontece no dia 19 de setembro, às 19h30, com saída da Cohab em direção ao Santuário. A caminhada costuma reunir uma grande quantidade de fiéis, muitos deles pagando promessas ou agradecendo por graças alcançadas.

O período de maior intensidade religiosa acontece entre os dias 18 e 26 de setembro, quando será realizado o novenário. Durante os nove dias, os devotos poderão participar de diversas celebrações ao longo do dia, preparando a comunidade para os momentos finais do festejo.

O encerramento está previsto para o domingo, 27 de setembro, com uma programação especial que inclui missas durante o dia, a tradicional Procissão de Encerramento, seguida da bênção de envio, além da Missa Solene e de um show que marcará o fim das festividades.

Mais do que uma programação religiosa, o Festejo de São José de Ribamar representa uma tradição cultural profundamente ligada à identidade maranhense. Todos os anos, a cidade se transforma em ponto de encontro de romeiros, famílias e comunidades que chegam para demonstrar sua fé, cumprir promessas e participar de uma das celebrações religiosas mais tradicionais do estado.

Lívia Maria | W7 Podcast

Fontes: Santuário de São José de Ribamar; Imirante; O Imparcial.

Pai chora ao mostrar dificuldades da filha para chegar à escola em Cachoeira Grande – MA

CACHOEIRA GRANDE (MA)

Pai chora ao mostrar dificuldades da filha para chegar à escola em Cachoeira Grande

CACHOEIRA GRANDE (MA)  A emoção de um pai ao registrar a rotina da própria filha vem provocando indignação nas redes sociais e levantando novos questionamentos sobre o transporte escolar e as condições das estradas de comunidades de Cachoeira Grande.

No vídeo, o pai não consegue esconder as lágrimas ao falar das dificuldades enfrentadas pela filha para chegar à escola. A criança precisa percorrer um longo trecho de areia, sob o sol forte, para conseguir estudar. Em determinado momento, galhos são utilizados para improvisar sombra e tentar aliviar o calor.

O que mais chama atenção é o desabafo de um pai que, diante da situação, recorre a outras pessoas em busca de ajuda para que a filha consiga ter acesso à educação.

E é justamente aí que surge uma pergunta que vem sendo feita por moradores: por que uma família precisa recorrer à solidariedade de outras pessoas para garantir condições mínimas para uma criança chegar à escola?

Onde está o poder público?

A indignação aumenta porque Cachoeira Grande possui uma administração municipal responsável por áreas como educação, transporte escolar e infraestrutura.

O município tem prefeito, Secretaria de Educação, estrutura administrativa e recursos públicos destinados à prestação de serviços à população. Ainda assim, o vídeo mostra uma família enfrentando uma situação que deveria provocar uma resposta imediata do poder público.

Não se trata apenas de colocar um veículo para circular.

É preciso olhar para a estrada que esse veículo precisa percorrer. Em determinados trechos, não há asfalto e, segundo o que é mostrado no registro, sequer uma estrada devidamente preparada com piçarra. O caminho é dominado pela areia, dificultando o deslocamento e aumentando as dificuldades enfrentadas por quem precisa passar diariamente pelo local.

Uma criança não deveria precisar enfrentar isso para estudar

A cena do pai chorando enquanto fala sobre a filha é talvez a parte mais dolorosa do relato.

Enquanto ele pede ajuda e expõe a situação nas redes sociais, fica o questionamento sobre o papel do município diante de um problema que envolve diretamente o acesso de uma criança à educação.

Se existe uma gestão municipal, por que a família precisa pedir ajuda a terceiros para conseguir uma solução?

A cobrança não é apenas política. É uma cobrança por dignidade.

É preciso saber se o transporte escolar está atendendo corretamente essa comunidade, por que a estrada permanece em condições tão precárias e quais medidas a Prefeitura pretende adotar para garantir que estudantes não precisem enfrentar longas caminhadas sobre areia e sob o sol para chegar à escola.

O caso deveria servir como alerta para a administração municipal.

Porque, quando um pai precisa chorar diante de uma câmera e pedir ajuda para que a própria filha consiga estudar, alguma coisa precisa ser revista com urgência.

Educação não é apenas abrir a porta da escola. É garantir que a criança consiga chegar até ela.

Por Lívia Maria | W7 Podcast

 

Eleições 2026 se aproximam: você já escolheu o seu candidato?

A corrida pela Presidência da República entrou oficialmente em uma nova fase.

A corrida pela Presidência da República entrou oficialmente em uma nova fase. Com a campanha eleitoral já autorizada e o primeiro turno marcado para 4 de outubro de 2026, os brasileiros começam a comparar propostas, trajetórias e prioridades dos candidatos. (Justiça Eleitoral)

Entre os nomes que aparecem com maior destaque estão Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). O cenário, porém, reúne outros candidatos e ainda pode ser marcado por mudanças ao longo da campanha. (Folha de S.Paulo)

O que cada um defende?

Lula (PT)
Candidato à reeleição, Lula apresenta uma agenda voltada à redução das desigualdades, fortalecimento de políticas sociais e investimentos públicos. Entre os temas destacados estão o fortalecimento do SUS, ampliação da vacinação e inclusão digital na saúde. Na segurança, sua campanha defende maior integração entre União, estados e municípios e o combate ao financiamento das organizações criminosas. (Folha de S.Paulo)

Flávio Bolsonaro (PL)
Representando o campo bolsonarista, Flávio aposta principalmente em segurança pública e redução do tamanho do Estado. Entre suas propostas estão o endurecimento do combate às facções criminosas, construção de presídios de segurança máxima e classificação de organizações criminosas como narcoterroristas. Na economia, defende cortes de gastos, redução de ministérios, privatizações e uma nova regra fiscal para buscar a redução da dívida pública. (Folha de S.Paulo)

Ronaldo Caiado (PSD)
O ex-governador de Goiás tenta se apresentar como uma alternativa conservadora à polarização entre Lula e o bolsonarismo. Na segurança, propõe uma força policial de cooperação entre países da América do Sul para enfrentar facções e tráfico internacional. Também defende uma política de maior controle dos gastos públicos, com a intenção de limitar as despesas do governo em relação ao PIB. (Folha de S.Paulo)

Romeu Zema (Novo)
O governador de Minas Gerais leva para a disputa uma agenda liberal, marcada pela defesa de redução do tamanho do Estado, privatizações e reformas econômicas. A proposta busca atrair eleitores que priorizam equilíbrio das contas públicas, menor intervenção estatal e maior participação da iniciativa privada. (Folha de S.Paulo)

Renan Santos (Missão)
Com discurso de direita e forte crítica à política tradicional, Renan Santos aposta em uma proposta de reforma administrativa mais rígida e em medidas de combate ao crime organizado. Sua campanha tenta se apresentar como uma alternativa mais radical aos grupos políticos tradicionais, buscando principalmente eleitores que defendem mudanças profundas na estrutura do Estado. (Folha de S.Paulo)

Augusto Cury (Avante)
O escritor e candidato apresenta uma campanha centrada em educação, saúde emocional e mudanças na forma de funcionamento do Estado. Entre suas ideias está a chamada “gestão da emoção”, além da defesa de reformas estruturais e do semipresidencialismo. Cury também procura se posicionar como uma alternativa à polarização política. (Folha de S.Paulo)

Uma eleição que promete ser disputada

A primeira pesquisa Datafolha divulgada após o início oficial da campanha colocou Lula com 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%, enquanto outros candidatos aparecem mais distantes. Em eventual segundo turno entre os dois, Lula aparece numericamente à frente, mas dentro de um cenário de disputa acirrada. (Folha de S.Paulo)

Mais do que escolher entre nomes, o eleitor terá pela frente diferentes projetos para economia, segurança, saúde, educação e funcionamento do Estado.

E você? Já escolheu o seu candidato ou ainda está analisando as propostas?

Por Lívia Maria | W7 Podcast

Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Folha de S.Paulo, Nexo Jornal e JOTA.

ALERTA: Maranhão reforça alerta contra queimadas e prepara novo período de proibição do uso do fogo

Medida busca reduzir incêndios florestais durante o período de estiagem; população deve ficar atenta às regras e denunciar queimadas irregulares.

O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA), reforça as ações de prevenção e combate às queimadas durante o período de estiagem. A medida tem como objetivo evitar incêndios florestais, proteger áreas de vegetação e reduzir os impactos ambientais provocados pelo uso irregular do fogo.

Em maio deste ano, a SEMA informou que estava prevista a publicação de um novo decreto estadual proibindo o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais durante o período crítico de estiagem. A iniciativa faz parte das ações do programa Maranhão Sem Queimadas.

Há informações sobre um período de proibição entre 1º de setembro de 2026 e 31 de janeiro de 2027. No entanto, é importante destacar que esse período precisa ser confirmado pela publicação oficial do novo decreto estadual.

O último decreto oficialmente disponível sobre o tema é o Decreto nº 40.148, de 11 de julho de 2025, que proibiu o uso do fogo para limpeza e manejo de áreas no Maranhão entre 1º de julho e 15 de novembro de 2025.

Uso irregular do fogo pode gerar punições

A utilização não autorizada do fogo em áreas rurais pode resultar em sanções administrativas e penais, conforme a legislação ambiental.

Nas áreas urbanas, a atenção também deve ser redobrada. O uso do fogo para limpeza de quintais, terrenos, lixo e entulhos é proibido, podendo provocar incêndios de grandes proporções.

Além dos danos ambientais, as queimadas podem causar problemas respiratórios, destruir áreas de vegetação, atingir propriedades, redes elétricas e estradas e colocar vidas em risco.

Como denunciar queimadas no Maranhão

A população pode ajudar no combate às queimadas denunciando ocorrências aos órgãos responsáveis.

SEMA – Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais

📞 (98) 3194-8900
📞 (98) 3194-8909 – Protocolo
📧 ouvidoria@sema.ma.gov.br

Também é possível acionar:

🚒 Corpo de Bombeiros: 193
🛡️ Defesa Civil: 199
👮 Polícia Militar/Batalhão de Polícia Ambiental: 190

Em situações de incêndio em andamento ou que ofereçam risco imediato a pessoas, residências, propriedades ou áreas de vegetação, a orientação é ligar para o 193.

População deve colaborar

A prevenção depende da participação de toda a sociedade. A recomendação é não colocar fogo em lixo, terrenos, pastagens ou áreas de vegetação seca e nunca descartar pontas de cigarro em locais com risco de incêndio.

Ao denunciar uma queimada, é importante informar a localização exata da ocorrência e, quando possível, enviar fotos ou vídeos que possam auxiliar na identificação e fiscalização.

O período de estiagem aumenta o risco de propagação das chamas. Por isso, a orientação é evitar qualquer prática que possa provocar incêndios e acompanhar as normas oficiais divulgadas pelo Governo do Maranhão e pela SEMA.

CAOS NO ESTREITO DOS MOSQUITOS: ATÉ QUANDO?

 

Pare e siga provoca longas filas e revolta entre motoristas nos últimos dias.

Congestionamento dos últimos dias revolta motoristas e reacende questionamentos sobre até quando a população terá que enfrentar os mesmos transtornos

O que deveria ser uma intervenção temporária na Ponte do Estreito dos Mosquitos acabou transformando a entrada e a saída de São Luís em um verdadeiro teste de paciência para os motoristas.

Nos últimos dias, vídeos e relatos publicados nas redes sociais mostram longas filas e congestionamentos provocados pelo sistema de Pare e Siga adotado na BR-135. A situação ganhou ainda mais repercussão entre motoristas que precisaram enfrentar horas de deslocamento para entrar ou sair da capital.

O problema não aconteceu sem aviso. O DNIT informou que o sistema seria utilizado nos dias 22 e 23 de agosto, das 7h às 21h no sábado e das 7h às 12h no domingo, para a instalação de novas juntas de dilatação na ponte. A mesma operação está prevista para os dias 29 e 30 de agosto. (Serviços e Informações do Brasil)

O órgão também alertou previamente que a operação poderia provocar retenções e aumento no tempo de viagem. O que se viu nas últimas horas, porém, provocou uma onda de reclamações de quem ficou preso no trânsito.

A pergunta que fica é simples:

Até quando o maranhense terá que enfrentar congestionamentos desse tamanho para entrar ou sair de São Luís?

A situação ganha ainda mais peso porque uma das estruturas da Ponte do Estreito dos Mosquitos já está interditada desde abril, após monitoramento técnico do DNIT identificar a necessidade de restringir o tráfego. O fluxo foi desviado para a outra estrutura. (Serviços e Informações do Brasil)

O DNIT afirma que as intervenções são necessárias para garantir a segurança e melhorar as condições da ponte. A justificativa técnica é compreensível. Mas a população também tem o direito de perguntar:

Existe uma alternativa capaz de reduzir o impacto dessas intervenções?

Quanto tempo ainda será necessário para que a solução definitiva seja entregue?

E até quando motoristas, trabalhadores, pacientes e famílias terão que pagar com horas de suas vidas pelo problema?

Não se trata de questionar a necessidade de manutenção. Trata-se de questionar planejamento, prazo e solução definitiva.

A Ponte do Estreito dos Mosquitos é uma ligação fundamental para São Luís. Quando o trânsito para ali, não é apenas uma fila de carros que se forma. É a rotina de milhares de pessoas que também fica parada.

E em pleno período eleitoral, talvez a pergunta mais importante seja:

Quem vai resolver o problema — e quem vai continuar cobrando quando as câmeras e os discursos eleitorais forem embora?

A população não precisa apenas de explicações.

Precisa de uma solução.

Por Lívia Maria — W7 Podcast

FONTES

● DNIT

● Imirante

● Jornal Pequeno

Toffoli rejeita pedido de Carlos Brandão para suspender decisões de Flávio Dino no Maranhão

Ministro do STF considerou inadequada ação apresentada pelo governador e manteve o andamento da investigação; defesa de Brandão questionava a competência do Supremo

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta sexta-feira (21) o pedido apresentado pelo governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), para suspender decisões tomadas pelo ministro Flávio Dino em uma investigação conduzida pela Polícia Federal no estado. 

A defesa de Brandão havia recorrido ao STF alegando que a investigação deveria tramitar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e não no Supremo. Os advogados também pediam a suspensão do inquérito e das medidas determinadas por Dino. 

Toffoli considera ação inadequada

Ao analisar o pedido, Dias Toffoli entendeu que a ação apresentada pela defesa não era o instrumento adequado para alcançar o objetivo pretendido. O ministro também apontou a existência de recurso pendente relacionado à ADI 7.780/MA, que já está sob relatoria de Flávio Dino. 

Segundo informações divulgadas sobre a decisão, Toffoli avaliou ainda que a iniciativa apresentada por Brandão buscava proteger interesses pessoais do governador, e não propriamente a ordem jurídica. 

Investigação continua

A decisão não encerra a investigação conduzida pela Polícia Federal. O inquérito continua em tramitação e as medidas determinadas anteriormente por Flávio Dino permanecem válidas.

Entre elas está o afastamento, determinado em 17 de agosto, de Daniel Brandão, presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) e sobrinho do governador. A medida foi tomada no âmbito da investigação. 

A investigação também envolve outros agentes políticos. Segundo informações divulgadas anteriormente, o caso está relacionado a suspeitas envolvendo desvios de recursos públicos e possíveis interferências nas investigações. Os investigados negam as acusações. 

Defesa de Brandão questiona competência do STF

A defesa do governador sustenta que Carlos Brandão possui foro por prerrogativa de função e que eventuais investigações contra governadores deveriam ser conduzidas pelo STJ. Os advogados também questionaram a atuação de Flávio Dino no caso e alegaram violação ao princípio do juiz natural. 

Com a decisão de Toffoli, entretanto, o pedido de Brandão não conseguiu suspender as decisões de Dino nem retirar o caso do Supremo.

A decisão representa uma derrota jurídica para a defesa de Carlos Brandão neste momento, mas não significa condenação do governador nem comprovação das acusações investigadas. O inquérito segue em andamento, e novas decisões ainda podem ocorrer ao longo da investigação.

Por Lívia Maria — W7 Podcast